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Francisco George recordará a génese dos CSP no encerramento do 21º Congresso Nacional!

29 de Setembro de 2017 30-09-2017

Já está confirmado. O diretor-geral da Saúde, Francisco George, vai ser o conferencista de encerramento do 21º Congresso Nacional de Medicina Geral e Familiar (pode consultar aqui o programa preliminar), tendo sido convidado a abordar o tema da génese dos cuidados de saúde primários (CSP) em Portugal, nos anos 70 do século passado. Assim se fechará com chave de ouro o 21º Congresso Nacional de MGF, que em simultâneo com o 16º Encontro Nacional de Internos e Jovens Médicos de Família (ENIJMF) decorrerá em Vila Real, entre os dias 29 e 30 de setembro de 2017 (com os workshop pré-congresso a realizarem-se a 28). O Congresso Nacional conta também com o Alto Patrocínio da Presidência da República e é aguardada a presença em Vila Real do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa

Em Portugal, na primeira metade da década de 70 do século XX, iniciava-se uma transformação vital para a organização da prestação de cuidados de saúde, que daria origem à primeira geração de centros de saúde, serviços próximos da população e capazes de dar uma resposta cabal ao problemas sanitários mais prementes. Esta época de ouro da fundação dos cuidados de saúde primários (CSP) no nosso país será o mote para a conferência de encerramento que Francisco George oferecerá aos presentes no fecho do 21º Congresso Nacional e 16º Encontro de Internos e Jovens Médicos de Família. “Farei uma exposição que viaja no tempo, com início no processo de criação dos primeiros CS em Portugal, após 1971 – antes portanto da grande Conferência Internacional de Alma-Ata, realizada em conjunto pela OMS e pela UNICEF. Analisarei todas as etapas de desenvolvimento desde então, no que se refere sobretudo à organização dos CS e aos cuidados aí prestados, na perspetiva da saúde familiar. No plano organizativo vão ser revistos os principais marcos que assinalam a evolução dos CS, desde a 1ª geração até à 2ª geração e, depois, o progresso que as unidades conheceram até aos nossos dias”, explica o diretor-geral da Saúde.

 

Grandes sessões plenárias em perspetiva: dos desafios do envelhecimento à Medicina personalizada

 

O programa que está a ser preparado para 21º Congresso Nacional promete ser enriquecedor e diversificado, com destaque para as grandes sessões plenárias. No dia 30 realiza-se a mesa sobre os «Desafios do envelhecimento», na qual se tentará perceber qual o conhecimento mais atualizado sobre o processo de envelhecimento, o que possibilita uma avaliação global do idoso e que riscos representa nas faixas etárias mais avançadas a comorbilidade/multimorbilidade. Os intervenientes serão Lino Ferreira (investigador do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra),

Manuel Teixeira Veríssimo (coordenador da Consulta de Geriatria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e do Colégio de Competência de Geriatria da Ordem dos Médicos) e Filipe Prazeres (médico de família na UCSP Aveiro II – ACeS Baixo Vouga). Ainda na tarde do dia 30 realizar-se-á a mesa «A MGF no século XXI», com forte enfoque em áreas como o exame físico baseado na pessoa, no sintoma e na evidência e as novas tecnologias em MGF. Os participantes na mesa serão Veronica Casado (médica de família espanhola a exercer no Centro de Saúde Parquesol de Valladolid e vencedora do 5 Star Doctor Award 2017, galardão atribuído pela WONCA Europa) e Firmino Machado (EPIUnit – Instituto de Saúde Pública do Porto, Unidade de Saúde Pública do ACeS Porto Ocidental). Revestida de enorme interesse é a sessão «Medicina personalizada: do gene à pessoa». Oportunidade para discutir o ABC da Genética, a intervenção que os médicos de família podem ter ao nível da Medicina personalizada e da Medicina centrada na pessoa ou questões tão cruciais como não deixar escapar o diagnóstico de doenças raras.

Os palestrantes serão Angel Carracedo (geneticista da Faculdade de Medicina da Universidade de Santiago de Compostela, diretor da Fundação Galega de Medicina Genómica e do Centro Nacional de Genotipado de Espanha), Mário Carreira, (investigador e médico de Saúde Pública) e Luiz Miguel Santiago (médico de família na USF Topázio e docente do Departamento de Ciências Médicas da Universidade da Beira Interior).

Angel Carracedo garante que o aumento do conhecimento sobre a genética humana, alcançado nos últimos anos, já transformou as expectativas sobre o trabalho dos médicos de família: “os clínicos dedicados à Medicina de Família devem estar integrados no esquema assistencial diagnóstico/genético, detetando os casos de doenças hereditárias, fazendo estudos familiares e facilitando os esforços dos geneticistas clínicos. Devem também estar preparados para poder interpretar um relatório genético e conhecer as possibilidades e limites da farmacogenómica”.

Embora reconheça que a formação pré e pós-graduada sobre Medicina personalizada é escassa, Angel Carracedo frisa que “o uso de biomarcadores genéticos é já uma realidade (e mesmo uma obrigatoriedade) para muitos fármacos. Os clínicos devem saber quando os utilizar para orientar tratamentos e a estrutura sanitária deve facilitar-lhes as análises genéticas dos doentes quando tal se revele útil ou necessário”.

 

Escolha de workshop e simpósios será difícil, tamanha a oferta

 

Os congressistas vão ter à sua espera, em Vila Real, um considerável leque de opções de formação. No dia 28 vão decorrer 10 workshop: «Espirometria», «A família da pessoa em fim de vida», «A sexualidade e a doença crónica - abordagem prática», «Exame físico em ORL. Vertigem», «Prescrição de exercício físico», «Personalização da prescrição no idoso», «Imagiologia respiratória», «Doentes difíceis e relação médico-doente. Abordagem face a doentes com distúrbios da personalidade», «Leitura crítica de artigos» e «Cessação tabágica», este último com a palestrante Sandra Saleiro, pneumologista do Instituto Português de Oncologia do Porto.

No campo das ações de formação patrocinadas pela indústria, de relembrar a conferência promovida pela Novonordisk, intitulada «Tratar a diabetes com o coração» e programada para as 11h30 do dia 29 de setembro. Esta conferência abordará a temática do aumento de risco cardiovascular das pessoas com diabetes tipo 2, assim como as estratégias que devem ser implementadas para diminuir este risco de eventos cardiovasculares nas pessoas com diabetes.

Até há pouco tempo, não existia evidência sobre como diminuir este risco e, em consequência, diminuir significativamente a mortalidade e morbilidade cardiovascular associada a esta população. Recentemente, no entanto, foram publicados estudos que demonstram que existem novos fármacos que diminuem o risco cardiovascular em pessoas com diabetes tipo 2. A conferência será realizada por Graça Vargas (endocrinologista e diretora clínica da Clínica E'sensia), sendo seguida de um período de discussão das principais conclusões para a alteração da prática clínica no tratamento das pessoas com diabetes tipo 2 em Portugal.

De frisar também o simpósio «Burnout: identificar, prevenir e atuar precoce e oportunamente», organizado pela Bial pelas 12h00 do mesmo dia. No dia 30 decorrerá, pelas 11h00, o simpósio sobre Hepatite C projetado pela Gilead Sciences. Nota, ainda, para o lançamento de duas obras. No início da tarde de 29, será apresentado o livro «Dermatologia para Médicos de Família», com a presença do autor, S. Belaisch, e do tradutor, Poiares Baptista. Finalmente, no derradeiro dia do congresso, é importante reservar tempo para a apresentação do livro "Exame físico músculo-esquelético para médicos de família”, apoiado pela Tecnifar. O projeto é coordenado por Rui Vaz (especialista em Medicina Física e de Reabilitação do Hospital Senhora da Oliveira – Guimarães).

 

Presidente da República é convidado de honra

 

O 21º Congresso Nacional foi agraciado com o Alto Patrocínio da Presidência da República e o próprio Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, aceitou o convite para estar presente na iniciativa promovida pela Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. Será curioso perceber como ouvirá as palavras do amigo Francisco George, que certamente abordará os contributos que deu para a consolidação de rede de cuidados primários em Portugal a equipa liderada por seu pai, Baltazar Rebelo de Sousa (ministro da Saúde e Assistência entre 1970 e 1973), sob cuja alçada foi lançada uma profunda reforma da saúde em Portugal, consubstanciada na publicação dos Decretos 413 e 414, de 1971, que criaram as carreiras médicas e definiram a saúde como direito de personalidade. Na calha estavam já aos primeiros centros de saúde de proximidade...

 

O 21º Congresso Nacional de MGF e o 16º Encontro Nacional de Internos e Jovens Médicos de Família (ENIJMF) irão realizar-se este ano em Vila Real, entre 29 e 30 de setembro de 2017, com workshops pré-congresso no dia 28. Caso ainda não tenha reservado o seu lugar aceda à plataforma de inscrição criada para o efeito. Os autores dos trabalhos aceites para apresentação no evento podem também consultar o Regulamento para Apresentação de Comunicações Livres. bem como todas as Informações sobre Apresentação de Comunicações Livres e Posters e as Normas para a Preparação e Envio de ePosters.

Na sequência de uma aposta bem sucedida por parte da APMGF, que ao longo das últimas décadas tem procurado realizar esses eventos fora das principais metrópoles, na tentativa de levar eventos científicos de inegável qualidade a locais que habitualmente estão fora da rota dos grandes congressos e reuniões, este ano o Congresso Nacional e o ENIJMF rumam ao interior norte e aproveitam o entusiasmo de uma comissão organizadora local altamente motivada, que tem origem na recentemente criada Delegação Distrital de Vila Real da APMGF.

De acordo com Manuela Castanheira, delegada distrital da APMGF em Vila Real, a realização destas iniciativas naquela cidade transmontana representa um “grande passo na descentralização, na inclusão, na inovação e na representatividade que a associação pretende”, sublinhando ainda que “em Vila Real, distrito com um bom nível de qualidade de vida, existem atualmente mais de 80 médicos internos em formação na especialidade de MGF e muitos especialistas, dedicados, com vontade de inovar, dispostos a colaborar neste evento e a discutir as vantagens e os desafios que enfrentam diariamente em comparação com os grandes centros urbanos, mantendo a motivação e apresentando uma atividade científica relevante e de qualidade”.

Para a dirigente distrital da APMGF, a concretização de iniciativas desta magnitude representa “um enorme desafio, que todo o distrito – e em particular a cidade de Vila Real – irá receber com orgulho, pela inquietude e criatividade das suas gentes, espontâneas e acolhedoras, numa região (a do Alto Douro Vinhateiro) conhecida pela sua beleza e gastronomia, que em setembro se torna ainda mais atrativa pelas cores que marcam a época das vindimas”.

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